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quinta-feira, 15 de agosto de 2013 R7.com

O "rapaz" mais bonito do Facebook se chama “Tereza” e é mulher
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Tereza Brant é de Belo Horizonte, tem 20 anos, 4 mil amigos no Facebook e 37 mil seguidores na rede social. A fama na internet começou quando suas fotos começaram a ser compartilhadas com um alerta: esse "gato" aí ao lado é uma menina aparentemente bem resolvida com sua sexualidade.

 

 

Há nove meses, Tereza começou a malhar e a tomar hormônios masculinos com a orientação de um médico e de uma personal trainer. Ela quer ter a aparência de um menino e, para isso, corta o cabelo e usa roupas masculinas. O apoio da família foi determinante para a própria aceitação.

— Eles sempre perceberam um comportamento diferente em mim e procuraram entender, e não reprimir ou me impor o que eles achassem que fosse certo.

 

 

Tereza malha cinco vezes por semana em BH com uma personal trainer para manter o físico masculino. Apesar do apoio à causa LGBT, não se sente exatamente parte de nenhuma categoria de gênero, como homens, mulheres, travestis ou transexuais.

Ela pesquisou os efeitos dos hormônios usados por transexuais e escolheu o indicado por um médico para não ter prejuízos à saúde. No entanto, ela não revela qual medicamento usa. Na foto ao lado, tirada há cerca de quatro anos, Tereza ainda exibia cabelos longos e "jeito" de menina, mas se considerava "parada no tempo".

 

 

A adolescente, que parou de estudar depois do Ensino Médio, sonha em entrar para a carreira artística. Tereza Brant afirma que não tem preferência por meninos ou meninas, mas se interessa "pela pessoa, antes de pensar se é homem ou mulher". Curiosamente, recebe mais cantadas de meninas entre 13 e 17 anos na internet.

E se alguma menina hetero ficar interessada pela aparência e tiver uma "surpresa" desagradável? Tereza garante que isso não acontece, já que sempre se apresenta como mulher, apesar de chamar atenção com o físico masculino. Ela se diverte nas baladas com as amigas em Belo Horizonte e não dispensa a devida postagem com a foto do dia.

 

Tereza  quando ainda tinha formas mais delicadas.

A jovem se expõe nas redes sociais porque acredita que pode ajudar as pessoas a lidar com a própria sexualidade.

 

— É uma coisa muito interna, psicológica, que primeiro você resolve com você, e aí depois você vai conversar com seus pais. E seus passos seguintes dependem totalmente da reação deles. No meu caso, nosso relacionamento é muito aberto e eu tive o apoio deles.

Apesar do estranhamento, a jovem garante que os "amigos verdadeiros" não se afastaram e continuam a tratá-la da mesma forma. Vítima de preconceito constantemente, diz que sabe diferenciar brincadeiras de agressões.

— Tem gente que eu sei que não faz por mal, não é intenção, mas se passa do limite eu peço para não repetir. É que a gente nunca sabe exatamente o que atinge o outro. De resto, eu levo na brincadeira.

fonte: R7.com Visualizar Impressão
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