A Universidade Federal de Rondônia, que é uma das 51 instituições federais a aderir ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de ingresso, disponibilizou apenas 10% das suas vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), enquanto a Universidade Federal de Pelotas, por exemplo, usou o Enem e o Sisu em 100% das suas vagas.
Além da Unir, a restrição do acesso pelo Sisu também aconteceu em outras instituições. Há casos de cursos que estão oferecendo apenas uma ou duas vagas no Sistema, chegando a gerar uma concorrência acima de 400 candidatos.
Levantamento baseado em informações divulgadas pelo Ministério da Educação (referentes a notas de corte, relação candidato/vaga, notas mais altas e total de inscritos), mostra que, de 1.292 cursos, 273 deles oferecem dez ou menos vagas. Desses, 153 disponibilizaram até cinco vagas e outros 120, entre seis e dez.
Todas essas vagas estão na chamada "ampla concorrência", em que não entram aquelas reservadas aos sistemas de cotas - raciais ou sociais. Do total de vagas que as 51 instituições participantes oferecem a cada vestibular, 50,3% estão no Sisu, mas essa média esconde aquelas que decidiram restringir significativamente o acesso pelo sistema.
Caso mais emblemático do que o da Unir é o da Universidade Federal de São João Del Rei (MG), que decidiu disponibilizar menos de 4% de suas vagas.
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