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quarta-feira, 4 de agosto de 2010 Edson Silva

A modernização do modelo urbano usa verde, o concreto é passado – o caso das calçadas em Pimenta Bueno.
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Cidades do mundo todo, entre elas São Paulo, vêm adotando o urbanismo chamado de "re-naturalização", onde, pela retirada de toneladas de concreto, abrem-se espaços à áreas verdes, buscando assim aumentar a qualidade ambiental de vida para seus moradores. A idéia principal é que as cidades do futuro serão cidades com árvores, cidades verdes.

Pensando neste futuro, São Carlos, Araras e São José dos Campos, em São Paulo, já concedem desconto no IPTU aos imóveis com árvores e áreas permeáveis nas suas calçadas.

Na Europa, além da calçada ecológica ser o padrão nas cidades, empresas como a alemã Funke (www.funkegruppe.de) criaram até canos de ventilação para o fornecimento de ar às raízes das árvores, mesmo com o congelamento do solo no inverno.

A calçada verde, ao invés do cimento, permite que as águas das chuvas penetrem no solo, formando e alimentando, desta forma, os lençóis freáticos. Estes são uma importante fonte de água potável para aproveitamento humano - sendo em muitos casos a principal fonte dela. Os lençóis freáticos são um tipo de reservatório das águas subterrâneas.
As calçadas verdes ainda diminuem os riscos e a intensidade dos alagamentos já que absorvem as águas pluviais, contribuem para uma menor variação de temperatura e ajudam a manter a saúde das árvores, pois permitem que as raízes tenham espaço para crescer e absorver as águas das chuvas. Isto sem falar no belo efeito que conferem ao paisagismo do local.

Pimenta Bueno não pode caminhar na contramão da tendência mundial do ecologicamente correto. Enquanto o Mundo e o Brasil desconstroem abrindo mão do concreto para a recomposição do verde uma Lei de 1983 (Lei nº. 12 – Código Municipal de Obras), remodelada por uma Lei municipal atual (de nº. 1572/2009) com os olhos voltados para o atraso quer dar vida a um processo urbano em total descompasso com o interesse dos munícipes que onera o bolso do cidadão pimentense, enquanto deseduca ambientalmente – calçadas em concreto com três metros de largura.

Vivemos em município carente de um sistema de saneamento básico, sem um projeto que indique o momento que será cumprido esse dever/poder do governo com a saúde pública preventiva desse povo – 80% das internações hospitalares no Brasil são provenientes de contaminações hídricas (relatório da OMS). Por certo quando for implantado o tratamento dos resíduos sanitários domésticos as calçadas (de três metros) serão quebradas para ser “plantada” a canalização do saneamento básico. Mais uma vez será exigido do munícipe que assuma a conta. Podemos e devemos ao menos cobrar coerência.

Conforme LAYRARGUES (1998): “as palavras ecologia e economia são provenientes do grego, ambos os termos possuem o mesmo radical oikos, que significa “casa”. Mas enquanto a economia representa o “gerenciamento da casa”, ecologia representa o “estudo dacasa”. Ora, é evidente que, para se gerenciar ou administrar algo é necessário, antes, conhecê-lo. Não é por acaso que o planejamento ambiental é precedido de um amplo levantamento biológico, geográfico, geológico, edáfico, econômico, social, etc., para que enfim se possam definir os critérios de utilização racionais e sustentáveis a longo prazo. Assim, economia, para produzir um resultado coerente e eficaz com suas funções, por princípio, deveria subordinar-se à ecologia. Ou seja, a racionalidade ecológica deveria preceder a racionalidade econômica.

A preocupação com o trânsito seguro também nos move, enquanto cidadão desse município. Entretanto, desconheço qualquer estudo estatístico produzido pela Prefeitura municipal a respeito de acidente de trânsito local. Não presenciei em nenhum momento dos 31 anos vividos em Pimenta Bueno qualquer manifestação das autoridades locais traduzida em palestra ou curso de trânsito visando a segurança do cidadão nas vias municipais dirigida ao povo.

Congrego com a necessidade de organização em nossa cidade dentro de um processo discutido com as forças vivas da sociedade, nunca de forma impositiva. Critérios técnicos, científicos, ambientais, legais e lógicos apresentados a seguir poderiam servir de ponto de partida para um final feliz nessa polêmica.  

Calçada ideal

A calçada ideal é aquela que garante o caminhar livre, seguro e confortável de todos os cidadãos. A calçada é o caminho que nos conduz ao lar. Ela é o lugar onde transitam os pedestres na movimentada vida cotidiana. É por meio dela que as pessoas chegam aos diversos pontos do bairro e da cidad

fonte: Folha Pimentense Visualizar Impressão
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